Xi não participa de reuniões fora de seu país há quase dois anos, desde o início da pandemia de Covid-19, e também não estará presente na próxima reunião de líderes do G20 em Roma, aponta o “New York Times”.

A reunião virtual foi anunciada depois que o assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, se reuniu em Zurique com o máximo diplomata chinês, Yang Jiechi, durante seis horas.

Durante esta reunião, Yang pediu que os dois países trabalhem juntos, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

De acordo com a agência France Presse, ele teria dito que Pequim “dá importância aos comentários positivos sobre as relações entre a China e os Estados Unidos”, feitos por Biden recentemente.

A viagem de Sullivan reafirma a melhora dos contatos entre Pequim e Washington, já que Biden defende estabelecer “barreiras de segurança” para a tensão crescente entre as duas potências, que aumenta diante da postura agressiva da China em relação a Taiwan, a decisão dos Estados Unidos de vender submarinos nucleares para a Austrália, disputas comerciais e pelas violações dos direitos humanos contra os uigures em Xinjiang.

Na segunda-feira, a representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, disse que em breve conversaria com seu contraparte chinês, pois uma disputa comercial maciça continua sem um final à vista.

Após a reunião em Zurique, Sullivan visitará Bruxelas e Paris, onde também “informará sobre sua reunião com o diretor Yang a nossos aliados e sócios europeus”, antecipou a Casa Branca.

Biden, que conhece Xi há anos, manteve duas conversas por telefone com o líder chinês desde que assumiu a Presidência. A segunda, que durou 90 minutos, ocorreu no mês passado.

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