Com informações: CNN Brasil / Foto: reprodução Pixabay

O consumo de energia cresceu 12,8% no segundo trimestre de 2021, em relação ao mesmo perídio de 2020. A informação está no Boletim Trimestral de Consumo de Eletricidade, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão federal sediado no Rio de Janeiro.

De acordo com a empresa, esse forte crescimento tem a ver com a baixa base de comparação: o segundo trimestre do ano passado foi o mais afetado pela pandemia de Covid-19 até o momento.

O consumo foi impulsionado pela indústria, onde o crescimento foi de 22,3%, quarta alta consecutiva. O dado acompanha a lógica apresentada pela Pesquisa Industrial de Pessoa Física (PIM-F), promovida mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta crescimento de 23% na produção industrial do período, quando 18 dos 25 setores pesquisados apresentaram expansão acima de dois dígitos.

A principal contribuição do segmento industrial neste período veio da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, que aumentou 213%, mesmo ainda com problemas para a obtenção de semicondutores, o que tem atrasado as entregas e provocado esperas de até 120 dias.

Em seguida, aparecem os setores de máquinas e equipamentos (69%), metalurgia (51%) e produtos minerais não metálicos (19%).Na análise que faz do contexto econômico, a EPE destaca que houve forte crescimento da atividade econômica no segundo trimestre de 2021.

Historicamente, as indústrias formam o setor que mais consome energia elétrica, seguido pelo uso residencial. “Logo, a trajetória de crescimento do consumo de eletricidade está aderente ao processo de recuperação pelo qual a economia brasileira está passando. Segundo o IBGE, o PIB cresceu 12,4% em relação ao mesmo período de 2020, impulsionado especialmente pelo consumo das famílias e pela formação bruta de capital fixo do lado da demanda e pela indústria e pelos serviços do lado da oferta”, diz um trecho do documento.

O uso comercial subiu 15,9%, na primeira variação positiva desde o início de 2020. O segmento abrange também o setor de serviços, que apresenta a primeira expansão desde 2019, com aumento de 11%. Puxaram o consumo do grupo comercial os segmentos de transporte, armazenagem e correios (25%), seguido por comércio (21%). O consumo de energia por serviços prestados às famílias, o que inclui alojamento, alimentação, cultura, esportes e lazer, cresceu 16%.

A utilização residencial cresceu 4,8% no mesmo período: foi o quinto aumento consecutivo de consumo nesse segmento. Esse aumento difere dos demais porque, no segundo trimestre de 2020, as pessoas passaram mais tempo em casa, em virtude da pandemia e das recomendações de distanciamento social. Esse crescimento, de acordo com a EPE, segue influenciado pelo maior tempo em casa, mas também “pelo aumento da posse de eletrodomésticos ao longo de 2020, sob efeitos da política de auxílio emergencial”.

Os três setores, industrial, comercial e residencial, apresentaram também aumento de consumo em todas as regiões do país. No entanto, o boletim destaca que o país ainda não voltou a seu patamar de consumo padrão. Com relação ao uso industrial, que alimenta os outros dois segmentos, o boletim destaca que “o ótimo resultado do segundo trimestre de 2021 apenas recupera parte da retração do consumo do setor em 2020, insuficiente para retornar ao patamar de consumo do segundo trimestre de 2019”, diz a publicação.

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